segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Meio Intelectual, meio de esquerda
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqÿenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqÿentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqÿentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqÿentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo. Os donos dos bares ruins que a gente freqÿenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqÿenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz. Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?). - Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
TRISTE MÊS DE DEZEMBRO
Porém no meio de tanta euforia, algumas coisas de bom tendem a acontecer. Apesar de não ser aprovado na seleção do mestrado, esse mês culturalmente me foi bastante útil, devido a duas aquisições fantásticas:
Naufrago da utopia, viver e morrer na guerrilha aos 18 anos,
Vagabundos Iluminados de Jack Kerouac.
" faculdades não passam de uma escola que dá lustro a falta de identidade da classe média que hanitualmente encontra sua expressão perfeita às margens do campus em fileras de cassas abastadas com gramados e um aparelho de televisão na sala e todo mundo olhando para a mesma coisa e pensando a mesma coisa e ao mesmo tempo enquanto os Jhapy's do mundo saem a deriva no mato para ouvir a voz que grita na floresta, para achar o êxtase das estrelas, para descobrir o segredo obscuro e misterioso da origem da civilização sem rosto, que não se maravilha e vive de resaca". (Kerouack, 2007 pp 42).
FANTASTICO!
domingo, 14 de dezembro de 2008
Convite....
É poseh, foi de fuder mesmo. E no próximo mês de janeiro tem de novo. Todos que acessarem esse texto, estão convidados, e mais os outros amigos, todos serão bem vindos!
Local: Minha casa.
Horário: Qualquer hora depois do almoço.
O que levar: Os amigos mais íntimos colaboraram com uma pequena doação de 10 reais para reverter em cerveja, os demais amigos podem aparecer com uma caixinha de gelada, aí faremos o milagre da multiplicação da cerveja.
OBS: Muiito importante, trazer uma roupa leve, e um tênis de corrida para quem quiser participar da 2ª Marabebe de Rio do Sul.
Espero a presença de todos.
maiores informações: seagalsociais@brturbo.com.br ou msn: seagal_furb@hotmail.com ainda pelo número: 8823-7030
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Repassando (muito bom)
Só para esclarecer a crise!
Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial, extraído do blog do Aderbal Machado"Vou fazer um slideshow para você. Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que sesucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver oproblema da fome no mundo.
Resolver, capicce? Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro. Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2,2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1,5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia."
Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.
Se quiser, repasse, se não, o que importa? O nosso almoço tá garantido mesmo...
'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." [Martin Luther King]
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
1968 o ano que não acabou....
Esse sem dúvida é um título sugestivo e atraente para quem viveu nos anos de 1960 no Brasil, e assistiu as ondas revolucionárias que pararam o mundo nessa década.
Ser o futuro, significa entre outras coisas ter a capacidade de construir seu futuro a partir de seus ideais e pontos de vistas. E era por isso que os jovens da década de 1960 do século passado saíram as ruas no Brasil e no mundo. Muitas vezes ode ser que seus sonhos não sejam os nossos, passaram-se mais de 40 anos e a sociedade mudou, com ela nossas aspirações em relação ao futuro. Mas que os eventos dos anos 1960 nos sirvam de lição, no sentido de não ficarmos acomodados esperando que nossos sonhos venham até nós, mas sim que corramos atras deles, assim como fizeram os jovens daquela geração.
Para aqueles que insistem em dizer que 1968 foi um fracasso, que poucas coisas mudaram a partir desse ano, ou mesmo que esses jovens fracassaram em seus ideais, vou lembrar uma frase escrita por um pensador brasileiro:
uma música (...)
For What It's Worth
The Buffalo Springfield
Alguma coisa esta acontecendo aqui.
O que isto é, não esta claro.
Ali tem um homem com uma arma.
Me dizendo que tenho de estar alerta.
Eu acho é hora de pararmos.
Crianças, que som é aquele?
Todos olham oque esta acontecendo.
A linha de batalha esta desenhada.
Ninguem esta certo se todos estiverem errados.
Jovens falando em suas mentes.
Eu tenho muita resistência por de traz.
Eu acho é hora de pararmos.
Hey, que som é aquele?
Todos olham oque esta acontecendo.
Que dia no campo para o calor.
Mil pessoas na estrada
Cantando sons e carregando avisos
A maioria dizendo quem ficara do nosso lado.
É tempo de pararmos.
Hey, que som é aquele?
Todos olham oque esta acontecendo.
A paranóia golpeia profundamente.
Em sua vida rastejará.
Isto começa quando você esta sempre com medo.
Saia fora da linha, o homem vem e lhe levará.
É melhor você para.
Hey, que som é aquele?
Todos olham oque esta acontecendo..
É melhor você para.
Hey, que som é aquele?
Todos olham oque esta acontecendo..
É melhor você para.
Agora, que som é aquele?
Todos olham oque esta acontecendo..
É melhor você para.
Crianças, que som é aquele?
Todos olham oque esta acontecendo...
domingo, 9 de novembro de 2008
Eu vou no ritimno da vida....
Como no momento não tenho nada par escrever, vou publicar um vídeo e deixar uma pergunta:
Tem coisa melhor do que viajar com os amigos e deixar todo o resto de lado?
domingo, 5 de outubro de 2008
Ao amigo Zé!
A cada diz Zé mostramos que estávamos vivos, mais e mais amigos declaravam seu apoio, muitas pessoas jovens que ainda não votam me procuraram pra dar aquela força. A ultima carreata nos mostrou isso, mesmo com muita chuva não faltaram amigos por lá.
E agora sabemos que valeu a pena cada momento, cada voto batalhado na humildade, o respeito dedicado a todos os concorrentes e principalmente a todos os eleitores. Cada lágrima de felicidade que escorreu no rosto dos amigos essa tarde nos mostrou isso.
De agora em diante começaremos uma nova fase. Não será nada fácil, sabemos disso. Mas com o apoio dos amigos que conquistamos ao longo dessa campanha tenho certeza que você poderá ser o melhor vereador dessa cidade, e ai quem sabe o que o futuro nos reserva.
Parabéns meu amigo - Juventude e Transparência Já!
Acompanhe o resultado das eleições de Rio do Sul : http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/apuracao/apuracao.php?estado=sc&cidade=82910&tipo=prefeito&cache_em=20081005224352&