sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Tempo Social e o Tempo Tecnológico.

“a mudança levou tempo, por ser tão veloz”


É comum ouvirmos definições como sociedade global, sociedade da comunicação, sociedade informacional entre outras. Todas essas definições estão de uma forma ou outra atrelada ao fenômeno da globalização que se intensifica a partir da última década do século passado, principalmente impulsionados pela queda do muro de Berlin e a popularização da Internet. Bauman define essa época como modernidade liquida, ou seja, liquida no sentido de que as transformações sociais e tecnológicas acontecem de maneira bastante rápida, sendo que os seres humanos não têm mais tempo de se ater as tecnologias bem como aos sentimentos.

É fato que não participamos das mudanças que ocorrem, elas nos são impostas verticalmente, característica das sociedades de massa como afirma o sociólogo Ralph Dahrendorf “o ser humano perde sua individualidade e se torna um individuo controlado de fora”. Dessa forma, perdemos a capacidade de pensar e criticar o mundo que nos rodeia, visto que vivemos uma crise de comunicação. Oras nunca na história existiu tanto acesso a informação quanto hoje, dá mesma forma nunca existiu tanto desinteresse. Os avanços tecnológicos e a quantidade de informação que a internet nos possibilita nos empurram tanto que deixamos de dedicar tempo para refletir sobre questões sociais, políticas, éticas e mesmo questões tecnológicas de nosso tempo.

Como o tempo social, não avança na velocidade que o faz o tempo tecnológico essas mudanças não são digeridas, as reflexões não podem ser tão apressadas se não acabamos nos atropelando entre conceitos, e perdemos a capacidade de nos comunicarmos com qualidade. Os indivíduos ficam perdidos nessa guerra de comunicação sem saber para onde ir. Não se trata aqui de negarmos ou simplesmente abominar qualquer tipo de mudança, mas sim precisamos dedicar mais tempo nas palavras do professor De Fáveri “sentar à mesa para dialogar sobre a trágica realidade de um mundo órfão de consciência”.

Questões propostas para debate:

1) Qual diferença entre tempo social e tempo tecnológico?

2) O que Bauman quer dizer com modernidade Liquida?

3) Para o sociólogo Ralph Dahrendorf “o ser humano perde sua individualidade e se torna um individuo controlado de fora”. O que significa isso?

4) Qual é o grande problema apontado pelo autor quando se refere as mudanças de nosso tempo?

5) Qual a maneira de solucionar esse problema?

6) Você concorda com as questões colocadas no texto? Justifique:


segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Iluminismo




Iluminismo movimento de caráter intelectual, cultural, político e artístico, que tem seu inicio por volta do século XVII na Europa.

O Iluminismo pode ser entendido como um avanço das idéias renascentista, ou melhor, um aprofundamento das idéias centrais do renascimento. O Homem Iluminista cada vês mais se liberta das correntes religiosas que prendiam seu pensamento, se tornando mais livre, e voltando o seu tempo para questões terrenas. Desta forma desenvolvesse o comercio mais aprofundado, surgindo assim à classe Burguesa, preocupada sobre tudo com a liberdade de comercio, e a acumulação de lucros. Pratica esse que era condenada pela igreja católica, forçando o homem iluminista a se livrar da igreja. No plano político, o governo absolutista aparecia como um obstáculo para a recém surgida classe Burguesa, sendo que esse se colocava como soberano dentre as relações comerciais, surgindo assim a necessidade de um novo sistema Político, paltado na “liberdade” a Democracia (Revolução Francesa).

Na Filosofia Iluminista, destacavam-se as reflexões sobre a política e a sociedade, nomes como os de Jean Jaques Rousseau ganhavam destaque com textos que falavam sobre injustiça social e liberdade, e principalmente pregavam a igualdade entre os homens. A grande diferença entre o pensamento renascentista e o iluminista é que os iluministas conseguiram colocar em pratica algumas coisas que idealizaram. O nome Filosofia Social era dado, justamente pela inexistência do nome “sociologia”, que aparecera anos mais tarde com a obra de Auguste Comte.

O iluminismo foi um período central para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O iluminismo desenvolveu o no homem a vontade de conhecer, os progressos científicos acarretaram na intensificação da produção industrial, e conseqüentemente na melhoria do nível de vida das pessoas, sendo que essas precisariam viver mais e melhor tendo desta forma condições de trabalharem nas fabricas, e também condições de poderem consumir por mais tempo. O progresso cientifico, bem como, o novo ideal de liberdade acarretaram em dos momentos importante para a sociologia e sociedade ocidental: A Revolução Francesa 1789, e a Revolução Industrial 1800.

  1. Curiosidade: O nome Iluminismo foi dado, justamente por esse movimento se opor a escuridão da idade média, também é comum se referir ao iluminismo usando a termologia “século das luzes”.
  2. Características: A crença básica do iluminismo, era na razão e na ciência como único caminho para emancipação humana.
  3. O novo Homem Iluminista, se preocupava cada vês mais com questões ligadas a vida cotidiana, e despreocupado com questões religiosas, pode desenvolver as relações comerciais.
  4. Para o homem Iluminista, as relações comerciais estavam paltadas no lucro e acumulação de capital, de modo que se deveria cobrar por um produto, tudo aquilo que o outro pudesse pagar.
  5. O desenvolvimento cientifico era importante para intensificar a produção industrial, e melhor as condições de vida, de modo que as pessoas pudessem trabalha e consumir mais.
  6. A necessidade de uma organização política que respeita se a liberdade de comercio e de expansão do poder da classe burguesa, se tornou cada vês mais urgente. Daí decorre o nascimento do estado moderno, e mesmo da “democracia moderna”
  7. Filosofia social estava preocupada com questões como a igualdade entre os homens e a liberdade. Esse nome foi dado pq não havia ainda a palavra sociologia.
  8. Para os iluministas desenvolve-se um novo conceito de riqueza, que não estava mais ligada a terra. Mas sim ao trabalho (transformação da natureza), desta forma o homem rico era aquele que possuía os recursos de produção.
  9. As transformações ocorridas durante o Iluminismo acarretaram no que hoje conhecemos como revolução Industrial e revolução Francesa.


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terça-feira, 1 de junho de 2010

A Negritude dos Europeus.

Este texto é de autoria do médico Drauzio Varella. Publicado originalmente na Revista Carta Capital.



Nossos ancestrais europeus foram negros durante dezenas de milhares de anos. Essa hipótese foi formulada 30 anos atrás por um dos maiores geneticistas do século XX, Luca Cavalli-Sforza, depois de conduzir estudos genéticos em centenas de grupos étnicos ao redor do mundo.

Para enunciá-la, Cavalli-Sforza partiu de evidências genéticas e paleontológicas sugestivas de que nossos ancestrais devem ter chegado ao Norte da Europa há cerca de 40 mil anos, depois de passar 5 milhões de anos no berço africano.

Esses primeiros imigrantes eram nômades, caçadores, coletores, pescadores e pastores que se alimentavam predominantemente de carne. Dessa fonte, os primeiros europeus absorviam a vitamina D, imprescindível para a absorção de cálcio no intestino e a boa formação dos ossos.

Nos últimos 6 mil anos, quando a agricultura se disseminou pelo continente, fixou o homem à terra e criou a possibilidade de estocar alimentos, a dieta européia sofreu mudanças radicais. A adoção de uma dieta mais vegetariana trouxe vantagens nutricionais, menor dependência da imprevisibilidade da caça e da pesca, aumentou a probabilidade de sobrevivência da prole, mas reduziu o acesso às fontes naturais de vitamina D.

Para garantir que o metabolismo de cálcio continuasse a suprir as exigências do esqueleto, surgiu a necessidade de produzir vitamina D por meio de um mecanismo alternativo: a síntese na pele mediada pela absorção das radiações ultravioleta da luz solar.


De um lado, a pele negra incapaz de absorver os raios ultravioleta na intensidade que o faz a pele branca; de outro, as baixas temperaturas características do Norte da Europa, que obrigaram os recém-saídos da África tropical a usar roupas que deixavam expostas apenas as mãos e o rosto, criaram forças seletivas para privilegiar mulheres e homens de pele mais clara.

Num mundo de gente agasalhada dos pés à cabeça, iluminado por raios solares anêmicos, levaram vantagem na seleção natural os europeus portadores de genes que lhes conferiam concentrações mais baixas de melanina na pele.

As previsões de Cavalli-Sforza enunciadas numa época em que a genética não dispunha das ferramentas atuais, acabam de ser confirmadas por uma série de pesquisas.

No ano passado, ocorreu o maior avanço nessa área: a descoberta de que um gene, batizado de SLC24A5, talvez fosse o responsável pelo aparecimento da pele branca dos europeus, mas não dos asiáticos.

Em outubro de 2005, o grupo de Keith Cheng, da Pennsylvania State University, publicou na revista Science um estudo demonstrando que existem duas variantes desse gene (dois alelos). Dos 120 europeus estudados, 98% apresentavam um dos alelos, enquanto o outro alelo estava presente em praticamente todos os africanos e asiáticos avaliados.

Trabalhos posteriores procuraram elucidar em que época essa mutação genética teria emergido entre os europeus.

Com emprego de técnicas de seqüenciamento de DNA, o gene SLC24A5 foi pesquisado em 41 europeus, africanos, asiáticos e indígenas americanos.

Pelo cálculo do número e da periodicidade com que ocorrem as mutações, os autores determinaram que os alelos responsáveis pelo clareamento da pele foram fixados nas populações européias há 18 mil anos.

No entanto, como a margem de erro nessas estimativas é grande, os autores também seqüenciaram outros genes localizados em áreas próximas do genoma. Esse refinamento da técnica permitiu estimar o aparecimento da cor branca da pele européia num período que vai de 6 mil a 12 mil anos.

domingo, 9 de maio de 2010

Paradigma do Renascimento




O Renascimento foi um importante movimento de ordem artística, cultural e científica que se deflagrou na passagem da Idade Média para a Moderna. Em um quadro de sensíveis transformações que não mais correspondiam ao conjunto de valores apregoados pelo pensamento medieval, o renascimento apresentou um novo conjunto de temas e interesses aos meios científicos e culturais de sua época. Ao contrário do que possa parecer, o renascimento não pode ser visto como uma radical ruptura com o mundo medieval.

A razão, de acordo com o pensamento da renascença, era uma manifestação do espírito humano que colocava o indivíduo mais próximo de Deus. Ao exercer sua capacidade de questionar o mundo, o homem simplesmente dava vazão a um dom concedido por Deus Outro aspecto fundamental das obras renascentistas era o privilégio dado às ações humanas ou humanismo. Tal característica representava-se na reprodução de situações do cotidiano e na rigorosa reprodução dos traços e formas humanas (naturalismo). Esse aspecto humanista inspirava-se em outro ponto-chave do Renascimento: o elogio às concepções artísticas da Antiguidade Clássica ou Classicismo.

Essa valorização das ações humanas abriu um diálogo com a burguesia que floresceu desde a Baixa Idade Média. Suas ações pelo mundo, a circulação por diferentes espaços e seu ímpeto individualista ganharam atenção dos homens que viveram todo esse processo de transformação privilegiado pelo Renascimento. Ainda é interessante ressaltar que muitos burgueses, ao entusiasmarem-se com as temáticas do Renascimento, financiavam muitos artistas e cientistas surgidos entre os séculos XIV e XVI. Além disso, podemos ainda destacar a busca por prazeres (hedonismo) como outro aspecto fundamental que colocava o individualismo da modernidade em voga. A aproximação do Renascimento com a burguesia foi claramente percebida no interior das grandes cidades comerciais italianas do período. Gênova, Veneza, Milão, Florença e Roma eram grandes centros de comércio onde a intensa circulação de riquezas e idéias promoveram a ascensão de uma notória classe artística italiana.

O “vale de lagrimas” lentamente é substituído por uma nova forma de se viver, onde a busca pela felicidade passa a ser valorizada. O monopólio dos saberes que antes pertencia a igreja passa a ser deflagrado entre artistas e intelectuais. No mundo político a Igreja perde parte do seu poder de decisão, principalmente a partir da obra de Maquiavel onde a “política passa a ser concebida como uma atividade eminentemente humana”, ou seja, distinta das atividades de Deus ou religiosas. O Teocentrismo é lentamente substituído pelo antropocentrismo. É um tempo de reinvenções que abre espaço para novas instituições como a igreja protestante e para uma reformulação da igreja católica.

Ao abrir o mundo à intervenção do homem, o Renascimento sugeriu uma mudança da posição a ser ocupada pelo homem no mundo. Ao longo dos séculos posteriores ao Renascimento, os valores por ele empreendidos vigoraram ainda por diversos campos da arte, da cultura, política e da ciência. Graças a essa preocupação em revelar o mundo, o Renascimento suscitou valores e questões que ainda se fizeram presentes em outros movimentos concebidos ao logo da história ocidental.


Thiago Oliveira da Silva.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Homenagem de 23/04

Inicia com o Hino Nacional
Que ontem foi feriado, todo mundo sabe! Um dia de descanso para alguns ou festa para outros, mas o Dia de Tiradentes é lembrado por poucos, principalmente a história e problemática que envolve a data.
É comum para a reportagem em Rio do Sul encontrar quem não saiba quem era Tiradentes, ou quem não lembre quais seus feitos ou importância.
Esta é uma característica de um povo que não se reconhece na própria história, porque esta foi feita por uma elite a qual a maioria dos cidadãos nunca pertenceu.
“Mais importante do que lembrar a história é as pessoas terem consciência de trabalhar de maneira digna para o Brasil”.

Contudo é importante lembrar que No caso de Tiradentes, a elite do país precisa enaltecer o ideal de patriotismo e para isto necessitava de um exemplo, um ícone. “Passada a Inconfidência Mineira, que ocorreu 1789, somente 100 anos depois que a figura de Tiradentes foi valorizada”
Para a Proclamação da República acontecer era preciso romper com a monarquia e produzir um sentimento de nacionalismo entre a população. “Por isto a necessidade de um herói”, que ajude a reforçar o amor à pátria. Para a criação do herói, o governo, em transição do império para a república, precisava de um herói que representasse a luta pela mudança, pela nova forma de poder. Nesse cenário nasce a Figura de Tiradentes.
“Para a maior aceitação, criaram inclusive uma imagem de Tiradentes semelhante à de Jesus Cristo”
A figura do herói semelhante a Cristo, com roupas, barbas, características e inclusive com a morte semelhante, fez da figura de Tiradentes uma personificação da identidade republicana do País.
Hoje vivemos em uma democracia, vivemos a Liberdade que outrora foi tão desejada pelos brasileiros.
Fecha com o Hino da Bandeira / Rio do Sul

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Violência nas Escolas


Pouca gente gosta de falar sobre isso, mas é um fato consumado. A violência atrai os seres humanos. Gostamos de Violência, por que outro motivo ela estaria tão presente nos noticiários? Por que ela seria tão acionada no youtube ou no cinema? A história do homem é também a história das guerras. A Sociedade em si instiga a competição a competição por sinal não é apenas sadia mas leva a violência.

Muitas vezes a violência começa em casa, no ambiente familiar e transcende os muros das residências, entrando em escolas hospitais e demais instituições ou locais públicos. Passamos então a considerar a violência um mau. E como tal deve ser extirpado para o bem comum. Inutilmente buscam-se medidas paliativas para amenizar a situação e, quando possível punir os culpados.

Recentemente polemicas envolvendo a violência dentro da rede pública de ensino ganharam papel de destaque na mídia nacional. E nortearam um debate bastante pobre entre atores da sociedade civil e profissionais das mais diversas áreas como repórteres, promotores, delegados psicólogos e professores. Quando digo pobre, não me refiro apenas ao conteúdo do debate e sim a intensidade do mesmo.

Assuntos polêmicos como esse não pode ser tratado como plataforma política, no sentido de promoção pessoal ou simplesmente se resumir a busca pelos culpados. Deve-se sim aproveitar a oportunidade para fazer um amplo debate e descobrir então o papel que a violência exerce no imaginário dos jovens e por conseqüência da sociedade como um todo. Antes de punir os culpados é imprescindível saber os motivos que levaram a essa situação.

A internet tem agido como um agravante para essa situação na medida em que a fama promovida pelo numero de acessos no Youtube incentiva ainda mais a pratica de violência pelos jovens. Hoje é comum brigas com hora marcada entre colegas da mesma escola e com alunos de escolas deferentes.

Não basta apenas punir os culpados. Precisamos reeducar. Exemplos de políticas públicas nesse sentido não faltam. O exemplo europeu que reduziu significativamente as brigas entre torcidas organizadas proibindo elas de entrar em estádios, punindo com multa e prisão os torcedores mais violentos mostrou-se um sucesso.

Um exemplo “Brazuca” para o problema está na cidade de Campo Grande, onde a promotoria publica da criança e do adolescente entrou na briga junto com as escolas para combater a violência. Agora aluno que comete algum ato inflacionário é punido com a prestação de algum tipo de serviço a escola e a comunidade. A dificuldade do trabalho aumenta de acordo com a gravidade do ato cometido. Pode variar de alguns serviços de limpeza a semanas de trabalho.

Para o promotor de Justiça Sérgio Fernando Harfouche “O estatuto não fala só de direitos, ele fala também de deveres e orientações. Nós estamos levando à escola a prestação de serviços em troca de maus atos. No lugar de registrar uma ocorrência policial contra esse jovem que não é infrator ele não é um delinquente, ele é um
indisciplinado”.


Ou seja, é preciso que o jovem que cometa algum tipo de violência saiba que pode ser punido e principalmente saiba que será punido. Atualmente predomina a idéia de impunidade no Brasil. Se o exemplo da impunidade predominar entre os jovens, não estaremos formando cidadãos conscientes e sim pessoas sem caráter, que sempre se aproveitaram de qualquer situação de violência para tirar vantagem pessoal.



Questões para debate:

Que forma de relação de Poder alimenta a Violência dentro das escolas?

A medida adotada pela cidade de Campo grande poderia ser adotada por Rio do Sul? Justifique;

Rio do Sul, enfrenta problemas sérios com a Violência? Justifique

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Em Terra de Índio Brabo, Leão vira gatinho...

Quem me conheçe, sabe que sofri na mão da torcida do Avai em Florianopolis ano passado...

Muito bom poder dar o troco....

Por que em Terra de ìndio Brabo, Leão vira gatinho hahahahaha