quarta-feira, 25 de maio de 2011

CARTA ABERTA A COMUNIDADE ESCOLAR E.E.B. PAULO CORDEIRO

Senhores Pais/Alunos/Responsáveis

Como vocês já sabem os professores entraram em greve no dia 18 de maio. Escrevemos essa carta para esclarecer os motivos da greve. Nossa escola vive uma situação cada vez mais precária. No início do ano sofremos com a falta de professores, número de alunos por sala além do permitido, atraso de vale-transporte.

Além das escolas estarem sucateadas, o governo Colombo se recusa a pagar o piso salarial nacional que ganhamos, com muita luta, na justiça. Deixando os profissionais da educação de SC recebendo um dos piores salários do País - R$ 609,00 como piso salarial! -, ganhando um ridículo vale alimentação no valor de R$ 6,00 (seis reais) ao dia! - e com uma exaustiva jornada de trabalho. Apesar de Santa Catarina ser um dos estados mais ricos do país.

O cumprimento da Lei vai valorizar a educação, pois profissionais melhor remunerados educam melhor. Mesmo assim o governo Colombo continua enrolando os trabalhadores da educação. Diante do descaso de Colombo e do secretário da Educação com a educação pública, chamamos a comunidade escolar, pais, alunos e trabalhadores, para se manifestarem e apoiarem a luta dos profissionais da Educação em defesa de:

* Educação pública, gratuita e de qualidade para todos;

* Investimento de 25% das verbas do governo Dilma na educação;

* Implementação do piso nacional (lei dês de 2008) já aprovado pelo STF;

* Contra qualquer forma de privatização da educação e terceirização da merenda;

* Abertura de concurso público já, para repor a falta de trabalhadores da educação;

Os trabalhadores da E.E.B. Paulo Cordeiro convidam todos os pais, alunos e trabalhadores da educação a participar da caminhada até a praça municipal Ermembergo Pellizzetti a ser realizada no dia 27/05 Sexta Feira, saída em frente a Escola a partir das 13 horas. Na praça, com a presença dos pais e alunos, debatermos a situação da educação, como andam nossas escolas e as implicações da greve.

Somente juntos conseguiremos resistir aos ataques do governo à educação e garantir uma escola pública, gratuita e de qualidade para todos. Nós faremos tudo para resolver esta situação o mais rápido possível, só depende do governo.

Atenciosamente!
Os Trabalhadores em Educação!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Como um milionário torna-se o assassino mais procurado do planeta.

Salve Salve Galera. Segue abaixo o texto retirado da revista época edição de Maio comentando um pouco sobre a vida da Familia Bin Ladem, Boa Leitura a Todos.

Osama era um filho carinhoso e pouco brilhante da família mais rica da Arábia Saudita. Transformou-se no maior terrorista da história.

AL/AAR/SIPA
INIMIGO Nº 1
Osama bin Laden no Afeganistão, em 1998. Temperamento calmo, ideias diabólicas e um fuzil AK-47 sempre por perto

Em dezembro de 2001, Osama bin Laden vestia uma jaqueta camuflada e tomava chá de hortelã numa caverna em Tora Bora. Era uma forma de amenizar o frio, que chegava a 20 graus negativos naquela região inóspita, na fronteira do Paquistão com o Afeganistão. Ele estava ali escondido porque semanas antes fora identificado como o autor intelectual do terrível atentado do dia 11 de setembro, em que dois aviões de passageiros foram lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, Estados Unidos. Guerrilheiros depois interrogados pelo serviço secreto americano disseram que se algo diferenciava aquele homem de 44 anos dos demais terroristas ali reunidos era a tranquilidade. Bin Laden já estivera escondido naquela região afegã entre 1996 e 1997, logo após ter sido expulso do Sudão, cujo governo era pressionado pelos Estados Unidos a não dar guarida para um homem já então perseguido por ações terroristas. Ele e suas então três mulheres e 18 filhos (no fim da vida, esses números subiriam para cinco mulheres e pelo menos 24 crianças) moraram em casebres que serviam antes para abrigar gado. Os seis pequenos quartos foram erguidos com blocos de rocha tirados do granito do morro. O telhado era de madeira e palha, e as portas e janelas eram apenas buracos na pedra, cobertas por peles de animais. Com comida escassa, as crianças passavam os dias com fome. Sem eletricidade para ligar uma geladeira, a primeira mulher de Osama, Najwa, tentava conservar alimentos perecíveis colocando-os sob uma corrente de água fria que vinha da montanha. Na falta de água encanada, o banho era feito com potes de metal. Para um dos principais herdeiros de uma das maiores fortunas da Arábia Saudita, parece desapego demais. Por que alguém tão privilegiado optou pelo caminho do ódio?

Osama bin Mohamed bin Awad bin Aboud bin Laden foi o 17º dos 54 filhos de Mohamed Awad bin Laden. Cego de um olho, Mohamed migrou do Iêmen para a Arábia Saudita, no começo do século passado, para trabalhar como pedreiro em obras de empresas de petróleo americanas. Eficiente, logo passou a comandar canteiros de obra. Ao perceber que as construtoras tradicionais estavam ocupadas com as obras das petrolíferas, fundou sua construtora. Ganhou contratos com o governo saudita e a amizade do rei Abdulaziz. Em 1955, chegou a ministro de Estado. Segundo um relatório da embaixada alemã de 1958, a Mohamed Bin Laden Organization era a empresa mais rica do país, com bens mais valiosos que os do próprio Estado. A família Bin Laden era a elite da Arábia Saudita, e ao mesmo tempo não era. Num país de tradição familiar profundamente enraizada, Mohamed sempre seria visto como estrangeiro. Teve 22 esposas, mas nenhuma nobre: era-lhe vedado casar com alguém de outra linhagem.

Alia al-Ghanem, mãe de Osama, nasceu na Síria e vinha de família pobre. Tinha 15 anos quando o filho nasceu. Aos 18 já estava separada. Foi repassada para um funcionário de Mohamed, com quem teve mais quatro filhos. Naquela casa simples, Osama era um estranho. Era herdeiro de um homem muito rico, a quem raramente via. Sua única referência era Alia. Um antigo vizinho conta que, mesmo aos 18 anos, Osama se deitava aos pés da mãe e os afagava. “Se soubesse que ela estava magoada, nem conseguia dormir.” Mohamed morreu em 1967, quando seu helicóptero, pilotado por um americano, caiu. O pequeno Osama, então com 10 anos, herdou US$ 80 milhões.

Photoshot/Other Images
RIQUEZA
Os Bin Ladens na Suécia, em 1971. Osama não estava nessa viagem e depois se afastou da vida luxuosa dos outros parentes

O irmão mais velho de Osama, Salem, assumiu os negócios da família e os aproximou do Ocidente. Criado por duas décadas na Inglaterra, tinha cabelos longos e era fã dos Beatles e dos Rolling Stones. A Arábia Saudita enriqueceu depressa, com a crise do petróleo de 1973, e Salem soube tirar proveito. A lei do país estabelecia que empresas estrangeiras precisavam se associar a um intermediário local. Assim Porsche, Volkswagen e General Electric foram representadas pela Bin Laden Brothers. Playboy internacional, Salem conversava com suas namoradas na Inglaterra e nos Estados Unidos por telex. Quando pilotava algum de seus aviões, conversava com amigos e parentes espalhados pelo mundo graças a uma intrincada e caríssima ligação via rádio e centrais telefônicas montada por ele. Quando não tinha a quem ligar, passava o voo tocando gaita para as telefonistas. Sob o comando de Salem, cerca de um quarto dos 54 filhos de Mohamed bin Laden estudou nos Estados Unidos. Osama não estava entre eles.

Depois da morte do pai e durante a adolescência, Osama estudou na Escola-Modelo Al-Taghr. Era uma instituição de elite na Arábia Saudita criada para propagar uma filosofia de ensino europeia, dentro do projeto de secularização do país empreendido pelo rei Faissal. A escola tinha orientação ocidental, mas dentro dela surgiu um grupo de estudos islâmicos, organizado por um professor de educação física sírio. Bin Laden gostava de esportes e, para poder jogar futebol, passou a frequentar as reuniões do professor. Com o passar dos meses, as reuniões foram tomando todo o tempo do jogo. Da mera leitura do Alcorão, livro sagrado do islamismo, as aulas do professor enveredaram para o antissemitismo. “As histórias eram realmente violentas. Comecei a pensar nas desculpas que poderia arranjar para nunca mais voltar”, disse um aluno da escola que abandonou o círculo. Bin Laden ficou. E tornou-se um radical.

Ainda na escola, aos 17 anos, casou-se com sua prima Najwa, de 14. Foi a primeira de seis mulheres (um casamento foi anulado). Ele não lhe permitia falar com estranhos nem podia olhar para uma mulher que não fosse a sua. Ao visitar os irmãos, cobria os olhos se uma mulher sem véu abrisse a porta. Para Bin Laden, os filhos deveriam viver como Maomé vivera. Como no tempo do profeta não havia medicamentos, eles deveriam tomar remédios só em casos extremos. Vários eram asmáticos, mas Bin Laden lhes recomendava apenas quebrar um pedaço de favo de colmeia e respirar através dele. Treinados para ser guerreiros, eram obrigados a fazer longas caminhadas pelo deserto sem tomar um pingo d’água. Brinquedos também eram malvistos. Até gargalhar era recriminável. Não se devia demonstrar emoção à toa. As crianças podiam rir, desde que não expusessem os caninos. Bin Laden repreendia um filho de acordo com o número de dentes à mostra.

Quando concluiu o ensino médio, em 1976, Bin Laden recusou-se a aparecer na foto de formatura. Seguia a linha religiosa que considera as imagens uma forma de adoração, quando só Deus pode ser adorado. Músicas competiam com sons sagrados e com a reza. Sem espaço nas empresas da família por falhas em sua formação – cursou faculdades de administração e economia, mas não as concluiu –, destacou-se pela dedicação ao islamismo. As obras de construção civil em cidades sagradas ficaram a cargo dele.

Do ativismo religioso passou, em 1979, ao apoio à guerrilha armada. Naquele ano, conheceu seu primeiro mentor: Abdullah Azzam, um teólogo radical irado com a invasão do Afeganistão por tropas da União Soviética. “Fiquei com raiva e entrei no Afeganistão de vez”, disse Bin Laden a uma revista árabe. Para ele, sob o controle do regime Taleban aquele seria o único país fiel ao islamismo no mundo.

AFP
RIQUEZA
Bin Laden na guerra contra os soviéticos no Afeganistão, na década de 80. Era patrocinador da guerrilha e passou a líder terrorista

Bin Laden passou os primeiros anos da guerra levantando dinheiro e máquinas da construtora da família. Em 1984, tornou-se conhecido como “Príncipe saudita”. Bem- vestido, visitava os hospitais com feridos árabes e afegãos. Anotava os nomes dos doentes e depois enviava cheques para suas famílias. Nas áreas de conflito, entregava de avião máquinas pesadas de construção para abrir caminho e demolir pontes. Eram equipamentos da empresa da família. Bin Laden também criou campos de treinamento de guerrilheiros no Paquistão. Foi o embrião de sua própria organização terrorista.

Quando os soviéticos começaram a deixar o Afeganistão, em 1988, Bin Laden fundou a organização jihadista Al-Qaeda Al-Askariya (A Base Militar, na tradução do árabe), depois chamada apenas de Al-Qaeda. Sua intenção agora era levar o islamismo a outras partes do mundo. Escolheu como inimigo principal os Estados Unidos, por seus laços estreitos com Israel e por ser a principal força do mundo ocidental.

O primeiro atentado a bomba promovido pela Al-Qaeda, em 1992, tinha como alvo um hotel no Iêmen que costumava hospedar soldados americanos. Dois turistas morreram. Em 1993, colaborou com uma milícia somali que derrubou dois helicópteros americanos (18 mortos). Em 1994, por pressão dos EUA, o governo saudita confiscou os bens e a cidadania de Bin Laden.

Nessa época, ele já fugira para o Sudão. Lá, Bin Laden fez fortuna trabalhando como construtor em obras do governo. Reproduziu em Vila al-Riade sua vida pregressa, inclusive com antigos funcionários de suas casas na Arábia Saudita. Disse ao filho Omar: “O Sudão agora é o nosso lar. Passarei minha vida nesta terra”. Pressionado pela família, ensaiou fechar a Al-Qaeda, que consumia dinheiro demais e não trouxera as transformações almejadas. Convocou o jornalista Jamal Khashoggi, que o acompanhara no Afeganistão, para gravar em vídeo sua conciliação com o governo saudita. Diante do jornalista, o desanimado Bin Laden ganhou confiança. Passou a cobrar caro por sua rendição. Em 1996, o Sudão ofereceu aos EUA capturá-lo. Sem acusação formal para prendê-lo, os americanos dispensaram a oferta.

No fim de 1996, Bin Laden fugiu para o Afeganistão. Lá, planejou bombardeios simultâneos contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998. De lá também articulou o 11 de setembro de 2001. Três anos depois, assumiu a autoria do atentado e procurou justificar o crime que traumatizou a humanidade, sem distinção religiosa: “Alá sabe que não passava por nossa cabeça atacar as torres, mas a situação se tornou inevitável”.

Desde o atentado que eternizou sua imagem como a personificação do mal no século XXI, manteve-se encurralado. Para não atrair a atenção daqueles que queriam matá-lo, isolou-se de contatos com o mundo exterior, inclusive com a maioria dos membros da Al-Qaeda. Entre os dias 16 de setembro de 2001 e 21 de janeiro de 2011, divulgou 35 gravações de áudio ou vídeo. A principal mensagem que traziam era que continuava vivo. Não estava completamente calado, mas já não era ouvido. Esperava a morte chegar.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

De milionário a sanguinário

AL/AAR/SIPA

Em dezembro de 2001, Osama bin Laden vestia uma jaqueta camuflada e tomava chá de hortelã numa caverna em Tora Bora. Era uma forma de amenizar o frio, que chegava a 20 graus negativos naquela região inóspita, na fronteira do Paquistão com o Afeganistão. Ele estava ali escondido porque semanas antes fora identificado como o autor intelectual do terrível atentado do dia 11 de setembro, em que dois aviões de passageiros foram lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, Estados Unidos. Guerrilheiros depois interrogados pelo serviço secreto americano disseram que se algo diferenciava aquele homem de 44 anos dos demais terroristas ali reunidos era a tranquilidade. Bin Laden já estivera escondido naquela região afegã entre 1996 e 1997, logo após ter sido expulso do Sudão, cujo governo era pressionado pelos Estados Unidos a não dar guarida para um homem já então perseguido por ações terroristas. Ele e suas então três mulheres e 18 filhos (no fim da vida, esses números subiriam para cinco mulheres e pelo menos 24 crianças) moraram em casebres que serviam antes para abrigar gado. Os seis pequenos quartos foram erguidos com blocos de rocha tirados do granito do morro. O telhado era de madeira e palha, e as portas e janelas eram apenas buracos na pedra, cobertas por peles de animais. Com comida escassa, as crianças passavam os dias com fome. Sem eletricidade para ligar uma geladeira, a primeira mulher de Osama, Najwa, tentava conservar alimentos perecíveis colocando-os sob uma corrente de água fria que vinha da montanha. Na falta de água encanada, o banho era feito com potes de metal. Para um dos principais herdeiros de uma das maiores fortunas da Arábia Saudita, parece desapego demais. Por que alguém tão privilegiado optou pelo caminho do ódio?

Osama bin Mohamed bin Awad bin Aboud bin Laden foi o 17º dos 54 filhos de Mohamed Awad bin Laden. Cego de um olho, Mohamed migrou do Iêmen para a Arábia Saudita, no começo do século passado, para trabalhar como pedreiro em obras de empresas de petróleo americanas. Eficiente, logo passou a comandar canteiros de obra. Ao perceber que as construtoras tradicionais estavam ocupadas com as obras das petrolíferas, fundou sua construtora. Ganhou contratos com o governo saudita e a amizade do rei Abdulaziz. Em 1955, chegou a ministro de Estado. Segundo um relatório da embaixada alemã de 1958, a Mohamed Bin Laden Organization era a empresa mais rica do país, com bens mais valiosos que os do próprio Estado. A família Bin Laden era a elite da Arábia Saudita, e ao mesmo tempo não era. Num país de tradição familiar profundamente enraizada, Mohamed sempre seria visto como estrangeiro. Teve 22 esposas, mas nenhuma nobre: era-lhe vedado casar com alguém de outra linhagem.

Alia al-Ghanem, mãe de Osama, nasceu na Síria e vinha de família pobre. Tinha 15 anos quando o filho nasceu. Aos 18 já estava separada. Foi repassada para um funcionário de Mohamed, com quem teve mais quatro filhos. Naquela casa simples, Osama era um estranho. Era herdeiro de um homem muito rico, a quem raramente via. Sua única referência era Alia. Um antigo vizinho conta que, mesmo aos 18 anos, Osama se deitava aos pés da mãe e os afagava. “Se soubesse que ela estava magoada, nem conseguia dormir.” Mohamed morreu em 1967, quando seu helicóptero, pilotado por um americano, caiu. O pequeno Osama, então com 10 anos, herdou US$ 80 milhões.

Photoshot/Other Images
RIQUEZA
Os Bin Ladens na Suécia, em 1971. Osama não estava nessa viagem e depois se afastou da vida luxuosa dos outros parentes

O irmão mais velho de Osama, Salem, assumiu os negócios da família e os aproximou do Ocidente. Criado por duas décadas na Inglaterra, tinha cabelos longos e era fã dos Beatles e dos Rolling Stones. A Arábia Saudita enriqueceu depressa, com a crise do petróleo de 1973, e Salem soube tirar proveito. A lei do país estabelecia que empresas estrangeiras precisavam se associar a um intermediário local. Assim Porsche, Volkswagen e General Electric foram representadas pela Bin Laden Brothers. Playboy internacional, Salem conversava com suas namoradas na Inglaterra e nos Estados Unidos por telex. Quando pilotava algum de seus aviões, conversava com amigos e parentes espalhados pelo mundo graças a uma intrincada e caríssima ligação via rádio e centrais telefônicas montada por ele. Quando não tinha a quem ligar, passava o voo tocando gaita para as telefonistas. Sob o comando de Salem, cerca de um quarto dos 54 filhos de Mohamed bin Laden estudou nos Estados Unidos. Osama não estava entre eles.

Depois da morte do pai e durante a adolescência, Osama estudou na Escola-Modelo Al-Taghr. Era uma instituição de elite na Arábia Saudita criada para propagar uma filosofia de ensino europeia, dentro do projeto de secularização do país empreendido pelo rei Faissal. A escola tinha orientação ocidental, mas dentro dela surgiu um grupo de estudos islâmicos, organizado por um professor de educação física sírio. Bin Laden gostava de esportes e, para poder jogar futebol, passou a frequentar as reuniões do professor. Com o passar dos meses, as reuniões foram tomando todo o tempo do jogo. Da mera leitura do Alcorão, livro sagrado do islamismo, as aulas do professor enveredaram para o antissemitismo. “As histórias eram realmente violentas. Comecei a pensar nas desculpas que poderia arranjar para nunca mais voltar”, disse um aluno da escola que abandonou o círculo. Bin Laden ficou. E tornou-se um radical.

Ainda na escola, aos 17 anos, casou-se com sua prima Najwa, de 14. Foi a primeira de seis mulheres (um casamento foi anulado). Ele não lhe permitia falar com estranhos nem podia olhar para uma mulher que não fosse a sua. Ao visitar os irmãos, cobria os olhos se uma mulher sem véu abrisse a porta. Para Bin Laden, os filhos deveriam viver como Maomé vivera. Como no tempo do profeta não havia medicamentos, eles deveriam tomar remédios só em casos extremos. Vários eram asmáticos, mas Bin Laden lhes recomendava apenas quebrar um pedaço de favo de colmeia e respirar através dele. Treinados para ser guerreiros, eram obrigados a fazer longas caminhadas pelo deserto sem tomar um pingo d’água. Brinquedos também eram malvistos. Até gargalhar era recriminável. Não se devia demonstrar emoção à toa. As crianças podiam rir, desde que não expusessem os caninos. Bin Laden repreendia um filho de acordo com o número de dentes à mostra.

Quando concluiu o ensino médio, em 1976, Bin Laden recusou-se a aparecer na foto de formatura. Seguia a linha religiosa que considera as imagens uma forma de adoração, quando só Deus pode ser adorado. Músicas competiam com sons sagrados e com a reza. Sem espaço nas empresas da família por falhas em sua formação – cursou faculdades de administração e economia, mas não as concluiu –, destacou-se pela dedicação ao islamismo. As obras de construção civil em cidades sagradas ficaram a cargo dele.

Do ativismo religioso passou, em 1979, ao apoio à guerrilha armada. Naquele ano, conheceu seu primeiro mentor: Abdullah Azzam, um teólogo radical irado com a invasão do Afeganistão por tropas da União Soviética. “Fiquei com raiva e entrei no Afeganistão de vez”, disse Bin Laden a uma revista árabe. Para ele, sob o controle do regime Taleban aquele seria o único país fiel ao islamismo no mundo.

AFP
RIQUEZA
Bin Laden na guerra contra os soviéticos no Afeganistão, na década de 80. Era patrocinador da guerrilha e passou a líder terrorista

Bin Laden passou os primeiros anos da guerra levantando dinheiro e máquinas da construtora da família. Em 1984, tornou-se conhecido como “Príncipe saudita”. Bem- vestido, visitava os hospitais com feridos árabes e afegãos. Anotava os nomes dos doentes e depois enviava cheques para suas famílias. Nas áreas de conflito, entregava de avião máquinas pesadas de construção para abrir caminho e demolir pontes. Eram equipamentos da empresa da família. Bin Laden também criou campos de treinamento de guerrilheiros no Paquistão. Foi o embrião de sua própria organização terrorista.

Quando os soviéticos começaram a deixar o Afeganistão, em 1988, Bin Laden fundou a organização jihadista Al-Qaeda Al-Askariya (A Base Militar, na tradução do árabe), depois chamada apenas de Al-Qaeda. Sua intenção agora era levar o islamismo a outras partes do mundo. Escolheu como inimigo principal os Estados Unidos, por seus laços estreitos com Israel e por ser a principal força do mundo ocidental.

O primeiro atentado a bomba promovido pela Al-Qaeda, em 1992, tinha como alvo um hotel no Iêmen que costumava hospedar soldados americanos. Dois turistas morreram. Em 1993, colaborou com uma milícia somali que derrubou dois helicópteros americanos (18 mortos). Em 1994, por pressão dos EUA, o governo saudita confiscou os bens e a cidadania de Bin Laden.

Nessa época, ele já fugira para o Sudão. Lá, Bin Laden fez fortuna trabalhando como construtor em obras do governo. Reproduziu em Vila al-Riade sua vida pregressa, inclusive com antigos funcionários de suas casas na Arábia Saudita. Disse ao filho Omar: “O Sudão agora é o nosso lar. Passarei minha vida nesta terra”. Pressionado pela família, ensaiou fechar a Al-Qaeda, que consumia dinheiro demais e não trouxera as transformações almejadas. Convocou o jornalista Jamal Khashoggi, que o acompanhara no Afeganistão, para gravar em vídeo sua conciliação com o governo saudita. Diante do jornalista, o desanimado Bin Laden ganhou confiança. Passou a cobrar caro por sua rendição. Em 1996, o Sudão ofereceu aos EUA capturá-lo. Sem acusação formal para prendê-lo, os americanos dispensaram a oferta.

No fim de 1996, Bin Laden fugiu para o Afeganistão. Lá, planejou bombardeios simultâneos contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998. De lá também articulou o 11 de setembro de 2001. Três anos depois, assumiu a autoria do atentado e procurou justificar o crime que traumatizou a humanidade, sem distinção religiosa: “Alá sabe que não passava por nossa cabeça atacar as torres, mas a situação se tornou inevitável”.

Desde o atentado que eternizou sua imagem como a personificação do mal no século XXI, manteve-se encurralado. Para não atrair a atenção daqueles que queriam matá-lo, isolou-se de contatos com o mundo exterior, inclusive com a maioria dos membros da Al-Qaeda. Entre os dias 16 de setembro de 2001 e 21 de janeiro de 2011, divulgou 35 gravações de áudio ou vídeo. A principal mensagem que traziam era que continuava vivo. Não estava completamente calado, mas já não era ouvido. Esperava a morte chegar.


Texto retirado na integra de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI231331-15227,00-DE+MILIONARIO+A+SANGUINARIO.html em 12/05/2011;

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Surgimento das Primeiras Sociedades.

1.O termo Pré-História


O termo pré-história foi originalmente proposto pelo historiador e cientista Britânico Daniel Wilson, em 1851, através de uma obra pouco conhecida intitulada The Archaeology and Prehistoric Annals of Scotland.

Segundo Daniel Wilson em sua obra, o período pré histórico originalmente designava o intervalo de tempo vivido por uma sociedade, na qual os registros escritos se mostravam ausentes, em resumo, a pré-história antecede a escrita Embora usado amplamente no meio acadêmico, a terminologia proposta por Wilson e considerada por muitos historiadores um termo errôneo , pois não existe um período anterior a história humana, e assim á escrita, daí passamos a usar o termo ágrafo(do grego,Grafos,escrita), que usaremos neste trabalho.


A transição do período Agrafo para o período em que surge as primeiras formas de escrita, sejam ela por auto criação ou inserida ao meio por uma cultura externa, denomina-se Proto-História.

2. A periodização da Pré História


Diversos historiadores e especialistas, propuseram diferentes periodizações para a divisão do período pré histórico.John Lubbock, banqueiro inglês e amigo do famoso naturalista Charles Darwin,autor da teoria evolucionista; foi o responsável por dividir o período proposto por Daniel Wilson em duas grandes divisões: Paleolítico e Neolítico. O período Paleolítico seria aquele em que as sociedades humanas viviam exclusivamente vidas nômades, sobrevivendo apenas do que a natureza lhes oferecia.O termo é proveniente do grego (Paleo = Pedra) e significa "Velha idade da pedra".


O período conhecido como Neolítico, por sua vez, foi marcado não pela vida nômade, embora ela existisse, mas sim pelo inicio da vida sedentária e o surgimento dos primeiros estados civilizados em uma grande revolução cultural.Foi no Neolítico que surgiu a Agricultura e a cultura de animais domésticos.O termo também é de origem grega (Neo = novo; Litico = Pedra) e significa nova idade da pedra.

3. Paleolítico: Sociedades nômades


O Paleolítico abrange a maior parte da existência do ser humano, durando aproximadamente um milhão de anos, cerca de 99% a mais que o período posterior :Neolítico. Seu inicio é marcado pela evolução de uma das ramificações de Antropóides, o surgimento do gênero homo e sua manifestação como ser dominante no planeta. Durante o período Paleolítico, os seres humanos que até então estavam confinados em pequenas porções da África e do continente Asiático; se espalharam pelos demais continentes.Neste contexto se mostram presentes distintas teorias que tentam explicar esta ocupação como a teoria de Clovis² por exemplo.


As primeiras ferramentas confeccionadas a partir da consciência reflexiva humana, são datadas deste período e eram feitas de madeira,ossos,chifres e pedras lascadas. O processo que levou á confecção destes instrumentos passou por três grandes fases até que as ferramentas adquirissem a forma característica do final do Paleolítico.Supõe -se que inicialmente, os primeiros hominídeos utilizavam os materiais que encontravam ao redor, como ossos, pedras e gravetos.Depois deram formas á estes materiais conforme necessitavam: Facas ,arpões, flechas,etc.E por fim passaram a seguir modelos de produção dando acabamentos mais elaborados.


Nessa época, os seres humanos viviam em sociedades nômades, isto é, se deslocavam constantemente de uma região para outra.Consumiam apenas aquilo que era encontrado na natureza, não praticavam a agricultura e nem a criação de animais.Quando os alimentos se esgotavam mudavam-se para outra região, por isso foram chamados de caçadores-coletores. Embora muitos historiadores apontem o período neolítico como o palco da consolidação da religião, registros arqueológicos mostram que o ser humano paleolítico expressava sua admiração pela vida e seu temor pela morte através de rituais religiosos rústicos mas bem definidos.


O temor pela morte deu-se pelo fato do ser humano ser a única criatura que possui a consciência de que irá morrer.Diante de um desafio impossível de vencer, o homem primitivo passou a se preocupar com uma possível vida após a morte cuidando dos mortos com considerável respeito, decorando o cadáver e colocando objetos pessoais em seu tumulo.


Se a consciência da morte levou á uma preocupação do homem em relação á ela, as maravilhas da natureza e da vida levaram o homem á atribuir a tudo aquilo que fosse belo á divindades e deuses.A religião então foi uma forma do homem se expressar diante daquilo que era misterioso e incompreensível á mente primitiva. O Culto á divindades femininas relacionadas a fertilidade, era o rito mais comum nas sociedades Ágrafas e essa admiração pelo dom da vida se refletiu também na arte.Uma prova disso são as varias esculturas datadas deste período onde são representados de forma realista o corpo feminino.


4.O Fogo


Nenhuma descoberta humana nem de longe foi tão importante e tão revolucionaria quanto a descoberta do fogo. Provavelmente foi descoberto de modo casual,engendrado por alguma força da natureza, e assim, o homem paleolítico tentava manter aceso a chama encontrada pelo maior tempo possível.Posteriormente aprenderam á produzi-lo de forma intencional através do atrito de pedaços de madeira, lascas de pedra, etc.


A descoberta do fogo, permitiu ao ser humano sobreviver ao frio de uma época em que baixas temperaturas castigavam o planeta que vivia uma severa era do gelo.O fogo também lhes deu proteção e aumentou a expectativa de vida, pois alimentos cozinhados continham menos bactérias do que quando eram consumidos crus


5.Inicio da Organização social


O homem ao longo de sua evolução, descobriu que tinha uma melhor garantia da sobrevivência quando estabelecia formas de cooperação e divisão de tarefas entre os membros do grupo.Quando trabalhavam juntos, conseguiam, por exemplo, caçar animais de grande porte ou construir abrigos em menor tempo


Segundo alguns historiadores, nestas sociedades, onde o trabalho em grupo foi desenvolvido; existia uma divisão do trabalho de acordo com o sexo e idade.Os homens jovens caçavam; as mulheres e idosos faziam a maior parte das coletas e cuidavam das crianças.Estas ultimas se nascessem com alguma deficiência física ou mental, o que não era raro, pois a maioria das sociedades primitivas praticavam a endogamia³ , era simplesmente descartado do grupo, pois representava um fardo que não poderia ser carregado no ambiente hostil que viviam estas sociedades de caçadores-coletores.O infanticídio, também era praticado com o fim de controlar uma possível superpopulação, já que em certas épocas não existiam muitos alimentos e o grupo não poderia se dar ao luxo de sustentar mais uma boca faminta.


Esta organização social era baseada no comunismo entre os membros do grupo.tudo aquilo que era coletado ou caçado era dividido igualmente entre o clã.Não havia necessidades de estocar alimentos nem a preocupação com o futuro.Á longo prazo este sistema social trouxe muitas vantagens como maior tempo para danças e brincadeiras, e menos doenças provenientes de falta de higiene, uma vez que não existiam nestas sociedades, aglomerações de pessoas, e nem acumulo de lixo, pois tudo aquilo que era consumido nos acampamentos, ficava para trás quando o grupo se deslocava para outra região.


Contudo, durante o inicio dos últimos 12000 anos, a crosta terrestre aqueceu e formaram-se grandes rios e desertos, e as florestas tropicais perderam espaço.Como conseqüência, animais de grande porte simplesmente desapareceram alterando de forma significativa a quantidade de alimento disponível.


Todas estas alterações na natureza, aliada ao conhecimento que o homem adquiriu sobre ela ao longo de sua evolução, permitiram com que reproduzisse de forma intencional plantas alimentícias, desenvolvendo assim a agricultura e o pastoreio, iniciava-se então, a partir de uma revolução cultural, o período Neolítico.


6.Neolítico:A vida sedentária


Quando falamos no período Neolítico(do grego, Neo=Novo;Litico=Pedra), tradicionalmente estamos nos referindo ao período que a pedra que antes era lascada, recebeu um novo tratamento passando a ser polida, sendo melhorado o fio de seu corte.Mas devemos tomar nota que a transição do período Paleolítico para o Período Neolítico foi muito mais complexa do que uma simples mudança no padrão das ferramentas de pedra.


Durante o Neolítico, iniciaram novos relacionamentos entre os seres humanos e a natureza,vale destacar a agricultura, um dos mais importantes avanços na história da humanidade.Não podemos afirmar com precisão quando e onde os homens começaram a cultivar plantas.Mas com toda certeza o mérito é do homem Neolítico, que em algum momento, percebeu que as raízes e plantas que recolhia em sua vida nômade, crescia mais abundantemente em certos locais.


Os tipos de plantação eram variados,mudando de acordo com o tipo de região em que a agricultura era praticada.Os primeiros núcleos populacionais que praticaram este tipo de atividade, provavelmente estavam localizados nas regiões que compreendem a Mesopotâmia, o Egito e a área habitada pelos Hebreus, que atualmente, corresponde ao Oriente Médio; á cerca de 8000 a.c .


A domesticação de animais foi outro significativo avanço da humanidade e veio depois da agricultura.O cão foi provavelmente o primeiro animal dominado pelo homem, que nele viu um excelente companheiro para as caçadas, amigo em casa, e guardião fiel.Caprinos,Bovinos,Suínos e alguns tipos de aves, gradualmente foram sendo domesticadas logo depois, assegurando um constante abastecimento de carne,leite e ovos.


Um erro comum no estudo da Antropologia é atribuir o fim do Nomadismo ás descobertas da Agricultura e da domesticação de animais.É verdade que estes avanços foram fundamentais para a estabilização da vida sedentária, mas também é verdade que elas existiram em sociedades nômades.Um exemplo, eram o dos grupos pastoris, que periodicamente se deslocavam de um lugar para o outro em busca de novas pastagens para o seu gado.Deste modo, a vida sedentária foi sendo adotado á medida que as atividades agrícolas e pastoris se tornavam mais sólidas.Este modo de vida, tão distinto do que era no Paleolítico, ocorreu em diferentes regiões do planeta, e em diferentes épocas.Houve então núcleos separados desta "Revolução Neolítica".


7. As primeiras aldeias e as primeiras cidades


Conforme as atividades agropastoris se tornavam mais sólidas, e as sociedades neolíticas passaram a ficar cada vez mais tempo em um único território,as aldeias agrícolas e pastoris foram surgindo. A população se tornou significativamente maior, devido principalmente, á uma maior oferta de alimentos. A vida social foi se tornando mais complexa, e houve uma nova divisão do trabalho.As pessoas passaram a se especializar em certos ofícios:por exemplo, uma pessoa que planta-se milho, se dedicava exclusivamente á esta atividade, podendo assim, trocar o seu milho, por cerâmica, roupas, ou outros objetos que não possui-se.Este tipo de divisão, que ocorreu nos mais diversos ofícios, levou ao fim do comunismo entre os homens, pois com a evolução do comercio, uns passaram a ter mais do que outros, originando-se assim a propriedade privada.


Todas estas mudanças, entre outras, levaram ao desenvolvimento pleno destas aldeias e pequenas cidades, dando origem á instituições político-administrativas caracterizadas por um governo estabelecido em um determinado território.surgia assim os primeiros estados e Civilizações. O conceito de civilização. Passou a ser usado na França em meados do séc.XVIII, com um conceito evolucionista de progresso, no qual, a sociedade passaria por certas etapas de evolução, até atingir o status de civilizada.

Uma civilização surge através de uma cultura, e possui traços característicos que a definem como tal.


Fonte:
http://www.webartigos.com/articles/28483/1/Da-Pre-historia-as-Primeiras-Sociedades/pagina1.html#ixzz1EuDJV3Fx

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O que é a Sociologia?

A sociologia, assim como a História, a Geografia, a Economia, a Psicologia, a Antropologia e as Ciências Políticas pertencem a um leque comum de disciplinas, denominada de “Ciências Socias”. Embora cada disciplina possua sua própria área de estudo, muitas vezes fica difícil separarmos umas das outras. A essas disciplinas podemos chamar de Ciências Humanas.


É difícil buscar uma denominação para a Sociologia, devido a sua abrangência acadêmica, no entanto, podemos resumidamente defini-la como; “uma ciência moderna, nascida da sociedade moderna para responder aos problemas sociais da modernidade”. Primeiramente temos que buscar compreender esse termo “modernidade”. Para Giddens:

Modernidade refere-se a estilo, costume de vida ou organização social que emergiram na Europa a partir do século XVII e que ulteriormente se tornaram mais ou menos mundiais em sua influência. Isto associa a modernidade a um período de tempo, e a uma localização geográfica inicial. (GIDDENS, 1991 p. 11).


Por simples que parece eis ai uma definição bastante ampla. Como problemas sociais da modernidade, podemos entender muitas coisas, assim sendo, a sociologia não é apenas a ciência que estuda a sociedade, mas sim o estudo minucioso da vida do ser humano em sociedade, as relações que mantemos com outros seres humanos, com a natureza, e com nós mesmos. Diante disso, podemos incluir na área de estudo da sociologia, temas como; o esporte, a sexualidade, o casamento, a juventude, política, ciência e tecnologia, cidadania entre outros.


A sociologia é fruto de uma longa evolução nas disciplinas do conhecimento humano, e hoje seu ensino é obrigatório em praticamente todas as escolas de Ensino Médio do País. Muitos autores defendem a tese de que “se é imprescindível dominar a informática e todas as novas tecnologias para uma colocação qualificada no mercado de trabalho, também se faz necessário, no universo educacional, problematizar a vida do próprio aluno, sua existência real num mundo real, com suas implicações nos diversos campos da vida: ético-moral, sociopolítico, religioso, cultural e econômico”. E conclui que “a volta das disciplinas humanísticas – Filosofia, Sociologia, Antropologia, Psicologia, entre outras – tem muito a contribuir com a formação do jovem naquilo que lhe é mais peculiar: o questionamento.

Desmistificando ideologias e apurando o pensamento crítico das novas gerações, poderemos continuar sonhando, e construindo, um país, não de iguais, mas justo para mulheres e homens que apenas querem viver”.

O conhecimento Sociológico se faz importante, na medida em que, serve para fazer a ligação entre vários outros tipos de conhecimento, e mais que isso, a educação deve conter esse aspecto de permitir o confronto de diferentes perspectivas e que é por excelência o que faz a sociologia.

Para a Antropóloga Cristina Costa “o conhecimento sociológico é mais profundo e amplo do que a simples formação técnica – representa uma tomada de consciência de aspectos importantes da ação humana e da realidade na qual se manifesta. Adquirir uma visão sociológica do mundo ultrapassa a simples profissionalização, pois, nos mais diversos campos do comportamento humano, o conhecimento sociológico pode levar a um maior comprometimento e responsabilidade para com a sociedade em que se vive”. (Sociologia – introdução à ciência da sociedade, Cristina Costa, Editora Moderna, 1997).

Thiago “Seagal” da Silva

www.blogdoseagal.blogspot.com

DISCUTINDO O TEXTO:

1) A sociologia pode resolver os problemas sociais que enfrentamos?

2) Explique a frase: “um país, não de iguais, mas justo para mulheres e homens que apenas querem viver”. Qual a diferença entre justiça e igualdade?

3) Qual a importância da sociologia no ensino médio? (pessoal).